Ardeskhi 
A arte está para os artistas como uma viatura está para um motorista. O artista é responsável por conduzir, através das suas técnicas, intenções e materiais que dispõe, o espectador diante das suas obras a um destino cujo senso estético se torna a força motriz a satisfação que só se obtém através da contemplação de obras de arte.

Os artistas plásticos buscam expressar os seus sentimentos ou o dos seus semelhantes através de iniciativas próprias ou sob encomenda. Tal como o-é para José Macaringue, artista visual nascido em Maputo e formado em Relações e Diplomacia pelo Instituto Superior de Relações Internacionais (ISRI), actual UJC.

Ardeskhi, pseudónimo com o qual assina em suas obras, busca explorar as artes sob várias possibilidades, não limitando-se ao papel, tinta, mural, como também a arte digital para responder a determinados objectivos. 

As obras e o envolvimento do Ardeskhi com a arte revela-nos várias possibilidades que os artistas podem explorar com vista a alimentar seja a arte comercial, como também a satisfação daquele que busca nas obras através de contemplação, um sentido único que só a criação humana proporciona. No âmbito comercial, sob encomendas, ele busca satisfazer a necessidade daqueles que buscam por retratos que nascem através do jogo de tintas de canetas sobre papel sem, necessariamente, replicar aquilo que a máquina fotográfica consegue captar. 

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Não limitando-se apenas aos retratos, Ardeskhi colabora com escritores para projectos editoriais, concebendo ilustrações que reflectem o conceito de determinados livros sem perder a essência da sua característica artística. Um facto interessante é a sua ecleticidade como artista que serve as necessidades dos marchantes, pois esse domínio exige que não só desenhe como também o possibilita ao estudo e conhecimento de técnicas que vão muito além do processo do desenho, como o projecto final a ser enviado ao designer responsável na estruturação de determinado livro.

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Ardeskhi iniciou inocentemente a explorar as suas habilidades em 2014, tendo, a sua paixão pela arte, evoluído gradualmente com o tempo até que em 2019 teve as suas obras expostas na Galeria 16NETO, momento este que pôde expor as suas nove obras sobre o tema colectivo “Tentações”.

Em 2021, ainda com a necessidade de explorar materiais diversificados ao mesmo tempo que monetizar as suas habilidades surgia como alternativa de se afirmar neste domínio ele lançou o primeiro projecto individual designado KUTSÚMBÚLÁ, que reflecte a sua descoberta e encontro com as artes. KUTSÚMBÚLÁ é uma colecção numa linhagem de artigos (camisetas, chapéus e blusões) com estampas das suas ilustrações.

E segundo a sua biografia, “Em 2024, sagrou-se vencedor do Concurso Cultural Mulheres na Economia Azul, realizado no âmbito do evento MAR NOSSO. Organizado pela Embaixada da França em Moçambique, o concurso integrou e deu expressão artística a uma pesquisa da Associação MUVA sobre as oportunidades e desafios vividos pelas mulheres nas zonas costeiras do país. Com três peças apresentadas destacou, através do seu traço, a resiliência, o protagonismo e a ligação profunda destas mulheres com o mar, transformando dados e relatos em uma narrativa estética capaz de sensibilizar e inspirar mudanças sociais.” 

Não parando por aí, tendo, no corrente ano, sido convidado a pintar um mural artístico na Embaixada da França em Moçambique. Tendo como resultado proposto uma solução de desenho rico em carga simbólica ao tema proposto num casamento da sua técnica que carrega sempre uma explosão harmoniosa de cores.

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